O contexto
Miolo é uma padaria fictícia de fermentação natural, que faz poucos pães por dia e deixa a massa descansar por até dois dias.
O desafio
Padarias artesanais caem nos mesmos clichês: trigo, rolo de massa, letra cursiva. A Miolo precisava de uma marca que falasse do que a diferencia, o tempo da fermentação, sem cair no rústico de catálogo.
O conceito
Quando se corta um pão de fermentação natural, os alvéolos do miolo formam um desenho que nunca se repete. A identidade nasce dele: o símbolo é o corte de um pão visto de frente, e os alvéolos viram um padrão gráfico que muda em cada embalagem, como cada fornada.
Direção de arte
- Paleta
- Farinha, casca, fermento e um azul-sal, a cor inesperada da marca.
- Tipografia
- Grotesca larga e arredondada no nome; serifada de texto nas etiquetas.
- Materiais
- Papel kraft, carimbo, linho cru e selo de cera.
- Fotografia
- Luz de janela da manhã, migalhas de verdade na mesa, nada arrumado demais.
A paleta
- Farinha #F1E6D2
- Casca #7E4322
- Azul-sal #2F4B63
- Fermento #E4B85C
A proposta
- O símbolo: o corte de um pão, com os alvéolos desenhados à mão.
- Um padrão de alvéolos que muda a cada embalagem: saco de pão, caixa de doces e selo de fechamento.
- A papelaria, o avental, o carimbo e a placa da fachada.
As decisões
- 01 O azul-sal tira a marca do marrom de sempre das padarias.
- 02 Nenhum trigo, nenhum rolo de massa: o desenho vem só do pão cortado.
- 03 As etiquetas dizem a hora em que o pão saiu do forno, escrita no carimbo.