O contexto
Bem-te-vi é uma quitanda fictícia que compra direto de pequenos produtores e passou a vender também pela internet.
O desafio
A quitanda tinha o que os mercados grandes não têm, a relação com quem planta, mas isso não aparecia em lugar nenhum. Ao abrir a venda online, o risco era virar só mais uma lista de produtos com preço.
O conceito
O pássaro dá as cores (o amarelo do peito, o preto e branco da cabeça, o marrom das asas) e o nome dá a ideia: "bem te vi" vira a assinatura de cada produtor. Caixas, etiquetas e páginas de produto dizem quem plantou e quando colheu. A letra vem dos letreiros pintados à mão das feiras, redesenhada para ser lida também numa tela pequena.
Direção de arte
- Paleta
- Amarelo bem-te-vi, preto-asa, branco-papel e marrom-asa. O verde fica para os produtos.
- Tipografia
- Letreiro de feira redesenhado como letra de títulos; sem serifa simples no texto.
- Materiais
- Caixas de madeira, papel jornal, etiquetas de preço e giz.
- Fotografia
- Produtos de verdade, com terra e imperfeição, na luz da feira coberta.
A paleta
- Amarelo bem-te-vi #F3C21B
- Preto-asa #1B1A17
- Branco-papel #F6F1E6
- Marrom-asa #7A5232
A proposta
- A marca: o pássaro, o letreiro e as etiquetas que dizem quem plantou.
- A loja online, em que cada produto mostra o produtor e o dia da colheita.
- O Instagram, com a série "Bem te vi", um produtor por semana.
As decisões
- 01 O amarelo é o fundo das etiquetas: dá para ver de longe, na banca e na tela.
- 02 O preço nunca é o maior elemento: o nome de quem plantou vem antes.
- 03 As fotos mostram a terra no produto. Nada de verdura perfeita de banco de imagem.